Por Luiz Carlos Bordin
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Mato Grosso vive um momento de atenção na área da saúde pública. O estado já registrou 27 casos de meningite apenas nos primeiros meses de 2025, com seis mortes confirmadas até o dia 10 de junho. Metade dos óbitos foi causada pela meningite bacteriana, considerada a forma mais grave da doença.
Segundo levantamento das autoridades sanitárias, o cenário atual reforça a necessidade de intensificar ações preventivas e campanhas de vacinação. A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser provocada por diferentes agentes, como vírus, bactérias e fungos. A forma bacteriana, em especial, evolui rapidamente e pode ser fatal se não tratada a tempo.
Nos últimos cinco anos, o estado totalizou 484 casos da doença e 71 mortes. O ano de 2024 foi o mais crítico até agora, com 113 diagnósticos e 24 óbitos.
A Secretaria Estadual de Saúde reforça que a transmissão ocorre por vias respiratórias, por meio de gotículas de saliva, tosse, espirros ou contato direto com secreções. Ambientes fechados e com aglomerações são os mais propícios para a propagação do agente infeccioso.
A vacinação é apontada como a principal forma de proteção contra a meningite, especialmente em crianças, adolescentes e grupos de risco. A rede pública oferece imunização gratuita contra os principais tipos da doença.
Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz, confusão mental e manchas na pele. Em casos mais graves, a progressão dos sintomas pode ser rápida e causar complicações em poucas horas.
As autoridades de saúde orientam que, diante de qualquer sinal suspeito, a população procure imediatamente uma unidade de atendimento. A detecção precoce é fundamental para salvar vidas.